{"id":67,"date":"2014-07-19T21:30:36","date_gmt":"2014-07-19T21:30:36","guid":{"rendered":"http:\/\/leandrosalebian.com.br\/2014\/?p=67"},"modified":"2015-10-05T22:13:42","modified_gmt":"2015-10-05T22:13:42","slug":"transtorno-obsessivo-compulsivo-duvidas-ou-certezas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/leandrosalebian.com.br\/index.php\/transtorno-obsessivo-compulsivo-duvidas-ou-certezas\/","title":{"rendered":"Transtorno obsessivo compulsivo: d\u00favidas ou certezas?"},"content":{"rendered":"<p>A linguagem psiqui\u00e1trica define como transtorno obsessivo compulsivo quando certas ideias n\u00e3o cessam de aparecer involuntariamente, em geral as mesmas (as obsess\u00f5es), e\/ou a realiza\u00e7\u00e3o de atos, em geral repeti\u00e7\u00f5es de um mesmo ato, que a pessoa sente necessidade de fazer (compuls\u00f5es). Pode ter desde formas brandas, que pouco atrapalham a vida, ou ter uma intensidade t\u00e3o grande que paralisa a vida da pessoa por completo.<\/p>\n<p>O que a psican\u00e1lise tem a dizer sobre isto? Bom, em primeiro lugar \u00e9 importante fazer uma diferen\u00e7a: a psican\u00e1lise n\u00e3o trabalha apenas com sinais e sintomas, vai pensar e trabalhar sobre o modo de funcionamento do ser humano.<\/p>\n<p>Muitas vezes aquele que recebe um diagn\u00f3stico de transtorno obsessivo compulsivo sofre por n\u00e3o saber o porqu\u00ea de seus atos e pensamentos, ou queixando-se de que suas explica\u00e7\u00f5es, bem fundamentadas com argumentos, n\u00e3o s\u00e3o aceitas ou compreendidas pelos outros. Em geral, a pessoa pressente que tem algo acontecendo, embora n\u00e3o saiba dizer como, nem porque (e \u00e0s vezes nem o qu\u00ea) est\u00e1 acontecendo. H\u00e1, em geral, algumas certezas \u00e0s quais a pessoa se agarra e que muitas vezes a impede de prosseguir elaborando o que \u00e9 angustiante, mas est\u00e1 fora de alcance.<\/p>\n<p>Em um trabalho anal\u00edtico, inicialmente, \u00e9 preciso permitir que as d\u00favidas sobre o que est\u00e1 acontecendo sejam sustentadas enquanto d\u00favidas, para que a pessoa possa conseguir mover-se e ir atr\u00e1s do que realmente a angustia, mas que est\u00e1 recalcado (termo da psican\u00e1lise para dizer que um conte\u00fado est\u00e1 fora de alcance, ou seja, inconsciente), e, portanto, a pessoa n\u00e3o tem acesso. Neste sentido, como bem observou Freud no caso cl\u00ednico do Homem dos Ratos, se trata menos de ir atr\u00e1s do sentido do sintoma, como se faz em geral em outros processos terap\u00eauticos, e sim de inicialmente buscar as reais quest\u00f5es que afetam o analisando, para assim poder, num segundo momento, trabalhar com esta(s) ideia(s) angustiante(s).<\/p>\n<p>Interrogar o sintoma, interrogar a si pr\u00f3prio e ao que acontece na pr\u00f3pria vida \u00e9 parte do trabalho que se faz na psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Para concluir, lembre-se: n\u00e3o fa\u00e7a autodiagnostico. A coisa mais comum \u00e9 a pessoa achar que tem algo, quando na verdade sua quest\u00e3o \u00e9 outra. As apar\u00eancias dos\u00a0sinais e sintomas\u00a0s\u00e3o pra l\u00e1 de enganosas. Leia mais sobre isto\u00a0<a href=\"http:\/\/leandrosalebian.com.br\/index.php\/por-que-o-autodiagnostico-pode-ser-prejudicial-e-quando-buscar-um-tratamento\/\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que est\u00e1 em jogo num transtorno obsessivo compulsivo e como iniciar um tratamento? Leia mais aqui.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-67","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/leandrosalebian.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/leandrosalebian.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/leandrosalebian.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/leandrosalebian.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/leandrosalebian.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/leandrosalebian.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":242,"href":"https:\/\/leandrosalebian.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67\/revisions\/242"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/leandrosalebian.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/leandrosalebian.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/leandrosalebian.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}