Por que o autodiagnóstico pode ser prejudicial e quando buscar um tratamento

A internet possibilita pesquisar em segundos sobre qualquer tema que se queira, sendo a primeira ferramenta que muitas pessoas lançam mão para resolver qualquer problema que apareça ou ao menos buscar mais informação e descobrir a quem recorrer ou aonde ir. E quando se trata de questões íntimas, relativas a sofrimentos, tristezas, fragilidades ou por ser do âmbito emocional, muitas vezes o caminho percorrido pela pessoa é este, já que a internet oferece privacidade.

Em geral, as pessoas já fazem suas buscas procurando saber sobre este ou aquele sintoma, problema, questão ou transtorno que a aflige, como variações no humor, depressão, sintomas de pânico, crises conjugais, problemas com filhos ou pais, tristezas amorosas, etc. Contudo, cada situação e sintoma é como um iceberg: é possível ver sua ponta para fora da água, mas a maior parte está submersa, inacessível à percepção.

Desta forma, fazer um autodiagnóstico baseado em informações colhidas em uma pesquisa na internet não é o procedimento mais adequado. É possível sim que se faça uma pesquisa sobre algo específico e buscar um pouco de leitura até mesmo para saber a quem recorrer, porém é preciso ter em mente que se trata apenas de um pequeno contato com temas amplos e complexos e que somente um profissional estudioso da área é capaz de trabalhar com isto, pois está baseado em sua ciência e campo de conhecimento. Também é importante atentar para a qualidade das fontes de leitura, o que na internet costuma ser difícil de saber, ainda mais para um leigo entrando numa área específica.

Antigamente, eu evitava falar sobre transtornos específicos, mas cada dia mais percebo que este é o meio pelo qual muitas pessoas conseguem buscar uma ajuda profissional. Sendo assim, escrevi alguns textos sobre os assuntos mais procurados. Neles procurei explicitar como eu compreendo estes transtornos, como trabalho com eles e o que significam do meu ponto de vista teórico e prático, bem como procurei ser breve em suas descrições para não estimular o autodiagnóstico. Alguns temas que tratei são: síndrome do pânico, depressão, transtorno bipolar, fobias e transtorno obsessivo compulsivo.

E é possível afirmar: quem tem alguma questão, algum incômodo ou um mal estar pode procurar por um psicanalista para buscar compreender melhor a si mesmo e o que está acontecendo em sua vida.
 

One Comment

  1. […] Novamente, como em diversos outros lugares deste site eu reafirmo, o auto diagnóstico não é recomendável. Sinais e sintomas por si só dizem pouco (se até entre a gripe e a dengue há confusão, imagine com saúde mental o quanto essa questão é delicada). Para maiores informações, leia aqui. […]

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